Recanto de Notícias do Prof. Emilson Martiniano

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Gênero Textual, definições exemplificadas através da História em Quadrinhos


GÊNERO TEXTUAL

      O gênero textual, por sua vez, diz respeito à diversidade de estruturas de textos, com caracteríticas, marcas e funções específicas para cada situação do ato comunicativo.Uma receita, uma bula de remédio, uma carta, um e-mail, um telefonema, um cartum, uma história em quadrinho, cada um destes tem uma estrutura, uma marca textual e uma função específica. Cada um deles assume um papel diferente. Cada um deles é um gênero textual da nossa prática comunicativa.

O GÊNERO TEXTUAL "HISTÓRIA EM QUADRINHOS (HQ)"

HISTÓRIA EM QUADRINHOS (HQ)

            O quadrinista pode nos transmitir mensagens importantes por meio da linguagem dos quadrinhos (ou quando muito curtos, também chamados de tira ou tirinha), empregando ou não o humor. Leia a tira a seguir, e analise:

1)   Como o quadrinista conseguiu criar humor nessa tira?
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2)   O que se pode concluir quanto ao comportamento de Hagar?
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História em quadrinhos (HQ) é uma narrativa visual que, normalmente, expressa a língua oral e apresenta um enredo rápido, empregando somente imagem ou associando palavra e imagem.

            As histórias em quadrinhos podem ou não ter humor como efeito de sentido, e podem ser definidas como arte sequencial, pois são desenhos em sequência que narram uma história.
            Na arte sequencial, a comunicação se faz por intermédio de imagens que o emissor e o receptor identificam. Para “ler” uma HQ, é preciso interpretar imagens, relacionar estas com as palavras e perceber relações de causa e efeito.
            Os quadrinhos estão por toda a parte. Servem para entreter, mas podem veicular uma mensagem instrucional – podem ser usados para uma campanha de economia de água, para alertar sobre riscos de doenças ou para transmitir informativos de trânsito, por exemplo.
            A HQ em geral envolve várias técnicas narrativas através dos dois canais: imagem e texto escrito. Para compreender a mensagem, o leitor precisa relacionar os elementos de imagem (icônicos) com os de texto (linguísticos).
            O diálogo na HQ é apresentado na forma direta; no entanto, não é transcrito do mesmo modo que, por exemplo, o diálogo em contos ou peças teatrais. As falas são indicadas, em geral, por meio de balões, estabelecendo-se uma comunicação mais imediata entre os personagens e o leitor, já que o texto é incorporado à imagem.

            Conheçamos alguns elementos das histórias em quadrinhos:

·        Localização dos balões: indica a ordem em que se sucedem as falas (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
·        Contorno dos balões: varia conforme o desenhista; no entanto, alguns são comuns, como os que apresentam linha contínua (fala pronunciada em tom normal); linhas interrompidas (fala sussurrada); ziguezague (um grito, uma fala de personagem falando alto, ou som de rádio ou televisão); em forma de nuvem (pensamento). Há ainda casos em que a fala de uma determinada personagem pode aparecer sem contorno de balão, cuja fala ocupando uma boa parte do quadrinho, o que reforça que esta personagem está irritada e gritando.
·        Sinais de pontuação: reforçam sentimentos e dão maior expressividade à voz do personagem.
·        Onomatopeias: conferem movimento à história, imitando sons do ambiente (crash para uma batida, ou buuuum para uma explosão, por exemplo) ou produzidos por pessoas e animais (zzzz, para sono, rrrrrr, para o rosnado de um cão, etc).

     Para se produzir histórias em quadrinhos, o quadrinista (que pode ser você) precisa, além de realizá-la dentro de um determinado contexto em que a história acontece e de ter habilidade para produzir desenhos, conhecer também os recursos gráficos que indicam em que circunstâncias as personagens efetuam suas falas (num diálogo, com raiva, à distância, com agressiovidade, com paixão, etc). Para isso, apresento alguns recursos gráficos a que me refiro: os balões:


 

REFERÊNCIA

SARMENTO, Leila Lauar. Oficina de redação. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006. 472p. (p.45-49).

SOARES, Magda. Português: uma proposta para o letramento. 6º ano. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2002. 264p. (p.34-39).

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